Friday, December 01, 2006

das pessoas

"(...) Mas também há beleza em ir. Levar retratos dos abraços. (Para quem fez parte de movimento estudantil, sabe a sensação do abraço de despedida daquele que conheceu por quatro dias e talvez nunca mais reencontre e parece ser parente, íntimo, algo assim). E quando se percebe que o tempo não vai ser suficiente nunca, é porque já foi suficiente para sentir isso e saber que mais não dá, a intensidade foi alcançada. Relações intensas e repentinas. Uma explosão."

texto: expedição konidomo

foto: corea niterói, novembro de 2006.

Saturday, October 14, 2006

...

"Lugar, região, território, espaço, cidade são termos que podem ser usados para dizer ou representar a mesma coisa, ao mesmo tempo em que podem se contradizer. Mas de que lugar falamos? De que região fazemos parte? Como se dá a configuração do território contemporâneo? Como ocupamos os espaços da cidade? Qual é o nosso verdadeiro papel: observar as imagens em movimento ou fazê-las se movimentar?"

por Ivana Marques.

Sunday, October 08, 2006

a arte é um ato da alma e não do intelecto

"A arte é sensação. E o que somos nós, seres humanos, senão olhos, não ouvidos, cheiros, gostos e toques. E o que é viver sem isto?"

Karla Maria Passos

Monday, July 17, 2006

olhar a cidade

"Quem habita a cidade se habitua aos signos através dos quais circula e deambula. Ás vezes é necessário um olhar de fora, um olhar estrangeiro, que se depara com o estranho da diferença e faz aparecer aquilo que sempre esteve à nossa volta. O olhar que descobre a cada instante a cidade, a funda de novo. O habitante não é um contemplador do seu constante devir, pois, habitar uma cidade implica em ser chamado a decifrar, aprender a ler, interpretar, sendo convocado a colocar a parte de seu desejo. "

:: Jorge Jáuregui e Eduardo Vidal. "Não menos que três, do urbano contemporâneo".

a cidade subjetiva

(...)

"É esse plano que seria possível evocar para falar de um aspecto da cidade que se poderia chamar de virtual. Insisto, não se trata de uma cidade imaginária, nem da cidade dos sonhos soterrados, nem da cidade ideal, nem da cidade mental – está mais próximo daquilo que Félix Guattari chamou de Cidade Subjetiva. Subjetivo não significa, para esse autor, interior – eu diria, quase, que é esta uma das grandes contribuições trazidas pelo seu pensamento, a de colocar a subjetividade sob o signo da exterioridade. Ora, não há coisa mais exterior do que a cidade. Mil Platôs chega a sugerir que a cidade é a exterioridade por excelência, ou a forma da exterioridade. Daí porque pensar a cidade e a subjetividade deveria ser uma e mesma coisa, desde que ambas fossem remetidas à dimensão de exterioridade que lhes é comum. A pergunta que se impõe no rastro dessas observações é: o quanto a cidade preserva ainda seu caráter de exterioridade, o quanto ela comporta de virtualidade, o quanto ela constitui ainda um meio a ser explorado, o quanto ela se presta, todavia a novos trajetos, a novos traçados de vida?"

:: Peter Pál Pelbart em “A vertigem por um fio – Políticas da Subjetividade Contemporânea"