Jorge Jáuregui e Eduardo Vidal. "Não menos que três, do urbano contemporâneo".
Sunday, July 16, 2006
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Jorge Jáuregui e Eduardo Vidal. "Não menos que três, do urbano contemporâneo".
Sunday, July 09, 2006
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:: Jorge Jáuregui e Eduardo Vidal. "Não menos que três, do urbano contemporâneo".
fotos: museu da língua portuguesa
fotos: são paulo, por nelson kon
Saturday, July 08, 2006
a cidade como escrita
"É evidente o paralelismo que existe entre a possibilidade de empilhar tijolos, definindo formas geométricas, e agrupar letras, formando palavras para representar sons e idéias. Deste modo, construir cidades significa também uma forma de escrita."
:: raquel rolnik em "o que é a cidade" (p.15)
foto: mostra concebida por Bia Lessa sobre a obra "Grande sertão: veredas", de Guimarães Rosa. Museu da Língua Portuguesa.
Sunday, June 25, 2006
cidade, lugar do possível

"Conforme as belas análises de Walter Benjamin, se o homem habita uma cidade real, ele é, ao mesmo tempo, habitado por uma cidade de sonho. A realidade onírica remete aqui ao sonho coletivo, ao sonho do coletivo, ao desejo do corpo coletivo, suas utopias e esperanças abortadas, as miragens e fantasmagorias que o assediam. Os trajetos reais dos personagens na cidade remetem aos trajetos do sonho coletivo, como se houvesse duas cidades superpostas, uma real, outra imaginária, e a apologia de um trânsito metódico entre elas."
:: Peter Pál Pelbart em “A vertigem por um fio – Políticas da Subjetividade Contemporânea"
foto: nelson kon
Friday, June 23, 2006
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"Sonho o poema de arquitetura ideal / Cuja própria nata de cimento / Encaixa palavra por palavra, tornei-me perito em extrair / Faíscas das britas e leite das pedras. / Acordo; / E o poema todo se esfarrapa, fiapo por fiapo. / Acordo; / O prédio, pedra e cal, esvoaça / Como um leve papel solto à mercê do vento e evola-se, / Cinza de um corpo esvaído de qualquer sentido / Acordo, e o poema-miragem se desfaz / Desconstruído como se nunca houvera sido. / Acordo! os olhos chumbados pelo mingau das almas / E os ouvidos moucos, Assim é que saio dos sucessivos sonos: Vão-se os anéis de fumo de ópio / E ficam-me os dedos estarrecidos. / Metonímias, aliterações, metáforas, oxímoros / Sumidos no sorvedouro. / Não deve adiantar grande coisa permanecer à espreita / No topo fantasma da torre de vigia / Nem a simulação de se afundar no sono. / Nem dormir deveras. / Pois a questão-chave é: / Sob que máscara retornará o recalcado?"